Assim, diz musica de Lulu Santos, grande mestre da musica pop brasileira. Estamos voltando para casa.
Mas nem por isso deixamos de nos aventurar. Em nosso ultimo dia na India, descumprimos umas das principais regras de quando se viaja para um local desconhecido: saber voltar para casa.
Saimos do hotel direto para o shopping, pois queriamos terminar de fazer algumas comprinhas. Pegamos um Auto Rickshaw (tuc-tuc) na porta do hotel e por 50 rupias, U$1, (que chamamos patacas - em todas as nossa viagens chamamos a moeda local de Patacas. Mesmo em Macau, onde a moeda local se chama Pataca) fomos levados ao Hyderabad Center. Para entrar, como sempre detectores de metais e revistas (que ateh agora nao sabemos para que, pois eh uma coisa soh pra constar). Lah dentro, eh como uma grande loja de departamentos, mas com andares independentes onde vc tem que pagar suas compras separadamente, de acordo com o setor. Quase perdemos a paciencia no primeiro pagamento, pois foram necessarios 4 pessoas para conseguir passar o cartao de credito, e nao conseguiram, pagamos em dinheiro. E ainda tivemos que esperar o troco... 20 minutos para pagar 2 coisinhas...
A maior aventura foi no supermercado, onde nos perdemos no meio dos temperos e tivemos que pedir ajuda para resolver quais massalas serviam para que coisas. Certamente compramos errado, mas isso eh problema do Belem.
Na saida, o problema. Cade o endereco do hotel? Qual era mesmo o nome? Adytia ou Atyria? Atyria, com certeza. (era Adytia...) Perguntamos ao primeiro tuc-tuc... Nao Sabia... Ao segundo... Nao sabia... Atravessamos a rua quase sendo atropelados (nao tem outro jeito de atravessar a rua, nos perguntamos como se ensina as criancas... "Filhinho, vai passando e rezando, porque ninguem vai parar...), e perguntamos a mais alguns, ninguem sabia. Ai lembramos que nossa amiga Soumya escreveu algo em um papel, tiramos do bolso e percebemos que estavamos perguntando o nome errado. Mas nao acaba ai. No proximo tuc-tuc, usando o nome certo, recebemos ainfo de que ele ia para outro lugar e nao queria nos levar (putz... tem essa tb?). Mas chamou um colega, que nos levou. Ufa... lah estavamos nos, andando a esmo (o Andre sabia a direcao, mas nao como chegar), no meio das buzinas, pensando,.... F_ _eu! Enfim chegamos.
A tarde fomos visitar as ruinas do Golconda Fort, uma construcao em pedra, do sec XIII, que deu origem a cidade de Hyderabad. Lah tambem hah um espetaculo de som e luz, bem maneiro. O forte estah no meio de uma regiao mulculmana e temos que atravessar as ruelas dos mercados para chegar. Sua historia vai desde a epoca dos Sultoes ateh a conquista por filhos e netos do principe que construiu o Taj Mahal, jah na dinastia Mughal.
Por fim, a India eh uma experiencia que recomendamos a todos. Nao se pode querer enxergar a cultura e o pais como um todo com olhos viciados, hah de se buscar uma concepcao pura da realidade local. Muitas coisas parecem baguncadas, e sao. Mas em nossa relaidade tb hah muitas coisas baguncadas, apenas estamos mais acostumados. Temos a tendencia a buscar defeitos em realidades alheias para nos acharmos superiores. Alguem ai viu "Crash"? Pois vejam, explica bem o que queremos dizer. No fundo, somos muito parecidos.
A aventura estah quase no fim. Dizemos quase porque ainda temos uma jornada de stand-byes pelos corredores dos aeroportos de Hyderabad e Londres, mas que, em principio, estao tranquilos.
Bem, eh isso. Muito obrigado pela companhia e esperamos poder contar muitas outras historias ai no Brasil. Nao esquecam de nos cobrarem os "apelidos" que damos para as situacoes (nao soh na India) que passamos e nao estao publicados aqui, por serem politicamente incorretos.
Obrigado e ateh breve. RJ, ai vamos nos!